Glossário de HPV: os termos dos exames explicados

Laudos de Papanicolau e conversas sobre HPV costumam vir cheios de siglas. Aqui está o significado de cada termo, em linguagem simples — para você entender o que está escrito no seu exame.

Conteúdo em revisão médica — definições elaboradas com base nas fontes científicas de referência (BIREME, LILACS, SciELO), aguardando validação clínica final do autor. Não substitui a interpretação do seu médico.

ASC-US, LSIL, HSIL e NIC: qual é a equivalência entre eles?

Essa é a confusão mais comum de quem recebe um laudo: o Papanicolau e a biópsia usam nomes diferentes para descrever alterações equivalentes. O Papanicolau é um exame de células (citologia); a biópsia analisa o tecido (histologia). A tabela abaixo mostra a correspondência entre os dois vocabulários.

Como os termos do Papanicolau correspondem aos da biópsia
No PapanicolauEquivalente na biópsiaGrauConduta habitual
ASC-USSem equivalente diretoAchado indeterminadoRepetir o exame ou fazer teste de HPV
LSILNIC 1Baixo grauCostuma regredir sozinha — acompanhamento
HSILNIC 2 e NIC 3Alto grauColposcopia e tratamento da área alterada

Exames e procedimentos

Papanicolau (citologia oncótica)
Exame que colhe células do colo do útero para procurar alterações provocadas pelo HPV antes que elas virem câncer. Também chamado de preventivo ou citologia oncótica. Veja Papanicolau alterado.
Teste de HPV (DNA-HPV)
Exame de laboratório que procura o material genético do vírus na amostra e informa se há HPV e se ele é de subtipo de alto risco. A captura híbrida é uma das técnicas usadas para isso. Veja Teste de HPV.
Colposcopia
Exame que observa de perto o colo do útero com um aparelho de aumento chamado colposcópio, geralmente após um Papanicolau alterado. É durante a colposcopia que a biópsia é coletada, quando necessária. Veja Colposcopia.
Biópsia
Retirada de um fragmento muito pequeno de tecido para análise ao microscópio, que confirma se existe lesão e qual o seu grau. Veja Biópsia do colo do útero.
Peniscopia
Exame do urologista que amplia a imagem do pênis, após aplicação de ácido acético, para identificar lesões pequenas de HPV no homem. Veja HPV no homem.
Rastreamento
Estratégia de examinar em intervalos regulares pessoas que não têm sintoma nenhum, para encontrar alterações enquanto ainda são fáceis de tratar. É o motivo de o Papanicolau ser repetido mesmo quando está tudo bem. Veja HPV na menopausa.

Tratamentos

CAF / LEEP
Procedimento que remove a área alterada do colo do útero com uma alça elétrica fina, usado no tratamento de lesões de alto grau. CAF é a sigla em português (cirurgia de alta frequência) e LEEP, a em inglês. Veja CAF e conização.
Conização
Retirada de um fragmento em forma de cone do colo do útero, indicada quando a lesão é extensa ou avança para dentro do canal cervical. Veja CAF e conização.
Crioterapia
Tratamento que destrói a lesão por congelamento, feito em consultório e usado sobretudo em verrugas genitais. Veja Verrugas genitais.
Cauterização química (ATA)
Aplicação de ácido tricloroacético sobre a verruga para destruí-la, em sessões repetidas no consultório. Veja Verrugas genitais.

O que aparece no laudo

ASC-US
Alteração de células escamosas de significado indeterminado no Papanicolau — um achado leve, que costuma exigir apenas repetir o exame ou fazer o teste de HPV.
LSIL
Lesão intraepitelial escamosa de baixo grau, geralmente correspondente à NIC 1, que costuma regredir sozinha e ser apenas acompanhada.
HSIL
Lesão intraepitelial escamosa de alto grau, associada a NIC 2 e NIC 3, que costuma exigir colposcopia e tratamento da área alterada.
NIC (1, 2 e 3)
Neoplasia intraepitelial cervical: lesão pré-cancerígena do colo do útero, classificada em graus conforme a proporção do epitélio comprometida. Veja NIC 1, 2 e 3.
Zona de transformação (JEC)
Região do colo do útero onde dois tipos de revestimento se encontram e onde surge a quase totalidade das lesões causadas pelo HPV. É a área que o exame preventivo procura amostrar.
Margens comprometidas
Anotação do laudo indicando que a lesão chegava até a borda do tecido retirado, o que costuma exigir acompanhamento mais próximo depois do procedimento. Veja CAF e conização.

Conceitos sobre o vírus

HPV
Papilomavírus Humano: grupo de mais de 200 subtipos de vírus transmitidos principalmente por contato sexual, dos quais alguns causam verrugas e outros podem levar ao câncer. Veja HPV tem cura?.
Subtipo de alto risco
Tipos de HPV, como o 16 e o 18, associados ao desenvolvimento de câncer quando a infecção persiste por muitos anos. Veja HPV 16 e 18.
Condiloma acuminado
Nome técnico das verrugas genitais causadas pelo HPV, em geral por subtipos de baixo risco como o 6 e o 11. Veja Verrugas genitais.
Clearance viral
Eliminação do HPV pelo próprio sistema imunológico, sem medicamento, que acontece em cerca de 90% das infecções em até 2 anos. Veja HPV e imunidade.
Infecção persistente
HPV que continua sendo detectado por mais de dois anos — é a persistência, e não a infecção em si, que abre caminho para a lesão. Veja HPV pode voltar?.
Latência
Fase em que o vírus permanece no organismo sem se multiplicar e sem aparecer nos exames, o que explica diagnósticos anos depois do contato. Veja Período de incubação do HPV.
Imunossupressão
Defesa imunológica reduzida — por HIV, transplante, quimioterapia ou uso prolongado de corticoide — situação em que o corpo tem mais dificuldade de eliminar o HPV. Veja HPV e imunidade.
Orofaringe
Parte da garganta que inclui as amígdalas e a base da língua, região onde o HPV pode provocar câncer. Veja HPV na garganta.

Quer entender tudo isso com profundidade e em linguagem acessível? É o que faz o livro Saúde da Mulher.

Conhecer o livro na Amazon

Última revisão de conteúdo: 17/07/2026.