HPV no homem: sintomas, exames e peniscopia

O HPV também infecta os homens — e, na maioria das vezes, sem nenhum sintoma. Quando há sinal, o mais comum é a verruga genital. Diferentemente da mulher, o homem não tem um exame de rastreamento de rotina como o Papanicolau: a avaliação é feita pelo urologista, principalmente diante de lesões visíveis, com exames como a peniscopia.

Conteúdo em revisão médica — texto elaborado com base nas fontes científicas citadas ao final, aguardando validação clínica final do autor. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

Quais são os sintomas de HPV no homem?

A maioria dos homens infectados pelo HPV não apresenta sintoma algum e elimina o vírus naturalmente. Quando há manifestação, o sinal mais comum é a verruga genital no pênis, na bolsa escrotal ou ao redor do ânus — além de caroços ou feridas persistentes na região genital, anal ou, mais raramente, oral:

  1. Verrugas genitais (condiloma) no pênis, na bolsa escrotal ou ao redor do ânus
  2. Caroços ou feridas persistentes na região genital, anal ou, mais raramente, oral

Lesões pré-cancerígenas e câncer relacionados ao HPV são bem menos frequentes no homem do que na mulher, mas o vírus pode estar associado a cânceres de pênis, ânus e orofaringe em uma minoria dos casos.

Quais exames detectam o HPV no homem?

Quatro exames detectam o HPV no homem. O primeiro é o exame clínico das lesões visíveis. A peniscopia, feita pelo urologista, amplia a imagem depois da aplicação de ácido acético. Os testes moleculares identificam o DNA do vírus, e a biópsia analisa a lesão suspeita quando há indicação.

ExameComo funciona
Exame clínicoAvaliação das lesões visíveis pelo médico; indolor e rápido
PeniscopiaFeita pelo urologista com o peniscópio (ampliação da imagem) após aplicação de ácido acético, para ver lesões pequenas ou subclínicas
Testes moleculares (captura híbrida)Detectam o DNA do vírus a partir de material coletado da região genital
BiópsiaRetirada de um fragmento de lesão suspeita para análise, quando há indicação

Não existe um rastreamento de rotina do HPV para homens assintomáticos — os exames são indicados diante de lesões ou por orientação médica.

Como é feito o tratamento do HPV no homem?

Como no caso da mulher, não há um antiviral que elimine o HPV: o organismo faz isso na maioria dos casos. O que se trata são as lesões (verrugas), com pomadas, cauterização, crioterapia ou remoção, conforme o caso. Remover a verruga não elimina o vírus, por isso pode haver recidiva até o clearance natural se completar.

Quando procurar um médico

Dr. Luiz Teixeira da Silva Júnior, patologista clínico, de jaleco branco

Sobre o autor: é patologista clínico (CRM 276039/SP), graduado em Ciências Biomédicas, com pós-graduação em Captação, Doação e Transplante de Órgãos pelo Hospital Israelita Albert Einstein. É autor do livro Saúde da Mulher, guia sobre HPV baseado em fontes científicas como BIREME, LILACS e SciELO.

Este artigo é um resumo. O livro Saúde da Mulher aprofunda o HPV em linguagem acessível.

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Perguntas frequentes

Qual exame detecta HPV no homem?

Os principais são o exame clínico (avaliação das lesões visíveis), a peniscopia (feita pelo urologista, com aplicação de ácido acético e ampliação da imagem para ver lesões pequenas) e, em casos selecionados, testes moleculares (captura híbrida/DNA do vírus) e biópsia para confirmação.

Existe Papanicolau para homem?

Não há um exame de rastreamento de rotina equivalente ao Papanicolau para os homens. A avaliação costuma ser feita diante de lesões visíveis ou por indicação médica, geralmente com o urologista (ou proctologista, em caso de lesões anais).

HPV no homem tem cura?

Assim como na mulher, o organismo elimina o vírus na maioria dos casos (clearance viral). Os tratamentos disponíveis tratam as lesões (verrugas), não o vírus em si. Lesões pré-cancerígenas e câncer relacionados ao HPV são bem menos frequentes no homem.

Qual médico procurar?

O urologista é o especialista indicado para avaliar o HPV no homem; em caso de lesões na região anal, o proctologista. Diante de qualquer verruga ou lesão genital persistente, procure avaliação.

Referências

  1. Ministério da Saúde — Prevenção e manejo de infecções sexualmente transmissíveis. gov.br/saude
  2. Base bibliográfica científica de referência para o conteúdo deste artigo e do livro Saúde da Mulher: BIREME, LILACS e SciELO.

Última revisão de conteúdo: 17/07/2026.